Quem assiste ao seriado "Suits" da plataforma Netflix está acostumado a cenas com portas de vidro abrindo e fechando em um escritório imponente, diálogos rápidos e viradas de mesa a todo momento. Assim, dentro das variações decorridas nos episódios da série, uma constante paira no ar e nos faz admirar: a elegância de liderança da personagem Jessica Pearson, sócia majoritária do escritório Pearson & Hardman, um dos três escritórios de advocacia mais importantes de Nova Iorque.

Serenidade, clareza, consistência, firmeza e sutileza desenham a personagem de uma maneira única. Tais qualidades nos fazem pensar que, por mais que os fatos ainda sejam contrários aos objetivos de uma mulher negra, jovem e bem sucedida na selva do "distrito federal capitalista", a consequência de sua derrota ou de sua vitória será celebrada no mais justo nível de hombridade.

Parece que estas características podem ser específicas da personagem, ou que o desenho de sua trajetória seja retrato de sua personalidade, mas o fato é que muitas das atitudes desta mulher, em muitos momentos da série se justifica pelo fato dela ser...mulher.

 Mulheres são seres humanos mais empáticos, dotadas de maior visão holística, trabalham suas decisões com clareza de propósito e equilibram hemisférios cerebrais fundamentais para nortear uma organização. Combinam equilíbrio entre planejamento e inspiração, firmeza e sutileza, manifestação e fluidez. De fato, se tivéssemos sua posição ocupada pelo protagonista audaz e negociador, Harvey Specter, pelo temporário sócio majoritário, Daniel Hardman, ou até mesmo pelo ácido bajulador Louis Litt, a direção das vidas daquelas pessoas teria destinos totalmente diferentes. 

Infelizmente, muitas circunstâncias pontuais que merecem destaque na história nos são impedidas de serem discutidas aqui devido à preocupação de não gerar "spoilers". Contudo, fica a indicação de uma série bacana, com um roteiro, no mínimo, curioso e que lhe provoca sempre a clicar no próximo episódio.

 

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